Aposentados podem impedir ofertas de consignado: INSS veta ligações sem autorização e permite bloqueio

A cena é conhecida: telefone toca, a pessoa do outro lado “já sabe tudo” sobre o benefício e oferece empréstimo consignado como se fosse favor. O que muita gente não sabe é que esse tipo de contato pode ser irregular em várias situações. Um texto publicado pela FEEB-PR reforça que, desde 2020, o INSS proíbe a oferta ativa de crédito consignado por telefone para aposentados e pensionistas quando não há autorização prévia do beneficiário. Na prática, bancos e financeiras não podem ligar, enviar mensagens ou abordar oferecendo empréstimos, refinanciamentos ou portabilidade se o segurado não solicitou contato, e essa autorização precisa ser expressa.

O alerta ganha força porque esse assédio costuma vir acompanhado de promessas fáceis, pressão e informação incompleta, justamente o tipo de situação que abre porta para golpe, contratação impensada e superendividamento. O texto lembra que a Lei do Superendividamento, em vigor desde 2021, trouxe regras mais rígidas para a oferta de crédito, especialmente para idosos, e trata como abusiva qualquer prática que pressione consumidor vulnerável, inclusive insistência por telefone e omissão de informações claras sobre juros e condições.

Além disso, entra o componente de dados pessoais: a LGPD é citada como respaldo, já que o uso de dados de aposentados para telemarketing sem consentimento pode configurar violação sujeita a sanções e multas. É aquele ponto sensível: não é só “incômodo”, é um modelo de contato que pode estar atravessando limites legais e regulatórios.

Como medida prática, o texto destaca uma saída bem objetiva: o INSS permite que o beneficiário bloqueie definitivamente a margem consignável. Com esse bloqueio ativo, nenhuma instituição consegue sequer registrar propostas de empréstimo em nome do aposentado. O procedimento pode ser feito no Meu INSS (site ou aplicativo) ou pelo telefone 135. E, se as ligações continuarem, a orientação é anotar o nome da empresa e denunciar ao INSS, ao Procon ou ao Banco Central, já que, em casos mais graves, a prática pode gerar responsabilização e até indenização por assédio.

Foto: Freepik

Texto: Assessoria de comunicação

Aposentadoria suspensa por “suspeita de óbito”: idoso de 97 anos volta a ser confundido com irmão gêmeo falecido

Um caso que parece roteiro de filme, mas é vida real: Walter Rodrigues de Almeida, de 97 anos, morador do Rio de Janeiro, teve a aposentadoria suspensa mais uma vez após o sistema confundi-lo com o irmão gêmeo, Waldir, que já morreu. Segundo a família, foi a quarta interrupção do benefício pelo mesmo motivo, e, de novo, ele precisou comprovar que está vivo para voltar a receber. O INSS reconheceu o erro, informou a reativação e afirmou que o pagamento seria depositado em até 20 dias.

O que torna a situação ainda mais revoltante é a repetição do problema. A reportagem relata que a confusão ocorre porque os irmãos compartilham os mesmos pais, sobrenome e data de nascimento, e isso já teria disparado outras

“suspeitas” no histórico. O último pagamento de Walter foi em 5 de setembro de 2025, e desde então ele ficou cerca de quatro meses sem receber, acumulando tensão e insegurança num momento de vida em que a renda é, literalmente, o que garante o básico. Em entrevista à TV Globo, o idoso resumiu o drama com a franqueza de quem está exausto de “provar o óbvio”: trabalhou mais de 30 anos, tem o direito e não entende por que isso continua acontecendo.

Na tentativa de resolver, familiares precisaram levá-lo a uma agência do INSS em Ramos, na zona norte do Rio, na terça-feira, 13 de janeiro. Lá, receberam a orientação de que o caso ainda estava em análise e que seria necessário refazer o pedido de regularização. Somente na sexta-feira, 16 de janeiro, o INSS informou ao Estadão que o benefício havia sido reativado.

A filha, Elaine Almeida, questionou o que muita gente pensa na hora: se o controle não deveria ser feito pelo CPF, já que os números são diferentes, e relatou o impacto emocional de ver o pai voltar do banco arrasado, sem conseguir “resolver” algo que deveria ser automático. Walter disse que usa a aposentadoria principalmente para despesas básicas e medicamentos e que já apresentou os documentos solicitados, mas ainda assim precisou enfrentar mais esse ciclo de bloqueio e espera.

Foto: Freepik

Texto: Assessoria de comunicação

Extrato do INSS de janeiro traz reajuste de 2026 e reforça atenção com a declaração do IR

O INSS liberou o extrato de pagamento de janeiro, documento que marca o início do repasse dos benefícios já com os reajustes válidos para 2026 e que, na prática, virou item essencial para duas coisas: conferir se o valor caiu certo e organizar a vida fiscal com antecedência. A consulta pode ser feita pelo Meu INSS e revela, logo no começo do ano, o efeito dos índices aplicados a diferentes faixas de beneficiários, especialmente para quem recebe acima do piso.

No extrato de janeiro, os benefícios acima do salário mínimo aparecem corrigidos em 3,9%, percentual alinhado à variação do INPC. Já o piso previdenciário acompanha a atualização do salário mínimo, com reajuste de 6,79%, chegando a R$ 1.621,00. O documento também ajuda a enxergar, com clareza, o teto do sistema previdenciário em 2026, fixado em R$ 8.475,55, o que serve de referência tanto para quem recebe valores mais altos quanto para quem faz planejamento de contribuição e renda.

Outro ponto que dá peso a essa consulta é o Imposto de Renda. O extrato funciona como base para rendimentos tributáveis e isentos, e o texto lembra que aposentadorias e pensões podem sofrer tributação conforme o valor recebido, enquanto beneficiários com doenças graves mantêm a isenção prevista em lei. Ou seja, não é só “ver o pagamento”: é organizar o ano inteiro com um documento que já vem pronto para prestação de contas, evitando erro bobo lá na frente.

Para emitir, o caminho é simples: acessar o Meu INSS (site ou aplicativo), fazer login com CPF e senha do gov.br, selecionar “Extrato de Pagamento” e escolher o mês desejado para visualizar ou baixar. Para quem não usa internet, a alternativa é a Central 135, que atende de segunda a sábado, das 7h às 22h, com confirmação de dados cadastrais como medida de segurança contra fraudes. E vale lembrar o básico: os depósitos começaram em 26 de janeiro, seguindo o calendário tradicional conforme o número final do benefício, então o extrato é a forma mais direta de conferir se está tudo redondo.

Foto: Freepik

Texto: Assessoria de comunicação

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